A marca francesa confirmou que terá a sua própria equipa, na sequência da aquisição da Lotus por cerca de 111 milhões de euros.

A Renault regressará à Fórmula 1 em 2016 com uma equipa própria, após a aquisição da formação da Lotus. O patrão da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, confirmou que a compra da equipa britânica envolveu uma verba a rondar os 111 milhões de euros. Ghosn diz que o negócio começou a desenhar-se em setembro, com a assinatura de uma carta de intenções, tendo ficado concluído no passado fim de semana no derradeiro grande prémio da temporada, no Abu Dhabi, quando Bernie Ecclestone, o responsável comercial da F1 se reuniu com o responsável da Renault Sport, Jerome Stoll. Em comunicado, a marca francesa sublinha que pretende regressar em grande, “com ambição de vencer – mesmo que isso demore algum tempo”.

O regresso a uma competição da qual a Renault estava afastada desde 2011 justifica-se também pela necessidade de retorno no investimento no fabrico de um novo motor, compatível com as novas normas da competição, mas também para ganhar alguma notoriedade, que não estava a ter por ser apenas fornecedor de motores. Recorde-se que a marca tinha dito no início deste ano que ou deixaria de fornecer propulsores no final desta temporada para outras equipas ou entraria em pleno na competição ou, em último caso, abandonaria por completo a F1. A Renault tem interesse em que o processo de compra da Lotus seja o mais lesto possível. Com efeito, as duas partes possuem uma história de sucesso pois os franceses ajudaram a Lotus a conquistar vitórias em 2005 e 2006. Mais pormenores sobre este regresso da Renault à F1 serão revelados em janeiro, sendo que a temporada arrancará oficialmente em março. O contrato deverá durar até ao final da época de 2024. Os ingleses do Autosport avançam que a Renault terá pago adiantado o valor equivalente aos primeiros seis anos de atividade. Resta saber se os pilotos que já tinham sido confirmados para a Lotus, Pastor Maldonado e Jolyon Palmer (substituto de Romain Grosjean, de saída para a nova equipa da Haas), transitarão para a nova equipa.    

Este regresso à F1 tem ainda outras implicações. Em primeiro lugar, a marca francesa diz que pretende utilizar alguma tecnologia dos seus bólides em modos de estrada, nomeadamente em carros elétricos e híbridos. Além disso, o investimento na divisão desportiva Renaultsport também será potenciado, quem sabe como uma submarca.

Entretanto, fica a notícia que a Red Bull passará a designar-se Red Bull Racing-TAG Heuer RB12, mantendo o motor de origem Renault. De acordo com os novos regulamentos, a equipa deverá, no entanto, ter autorização para efetuar alterações no sistema híbrido.

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