O Clio, manifestamente um dos melhores utilitários do mercado, precisou de reagir rapidamente a uma concorrência cada vez melhor apetrechada.  O motor Diesel de 110 cv é uma adição de luxo, pela melhoria das performances, mas também pelo que custa...

A renovação do Clio trouxe-lhe um interior mais harmonioso, numa tentativa de suprir as lacunas que lhe reconhecíamos na qualidade do tratamento interior, mas também na quantidade de equipamento e na personalização. Sem ficar excecional, o utilitário francês tem acabamentos francamente mais nobres e usa texturas mais finas, sobretudo nesta versão GT Line, ainda que não tenha dado um salto tão significativo quanto isso no isolamento acústico. O apelo de uma imagem mais agressiva também se nota no exterior, nas jantes e nos detalhes de decoração, mas o que é deveras importante é o que está debaixo do capot: um Diesel com 110 cv, mais 20 cv que o 1.5 dCi mais procurado até aqui. Nota-se uma resposta muito mais ginasticada ao comando do acelerador, mas para isso tem que se tirar o Clio do modo “Eco”, entrando numa encruzilhada: nesse modo, o Clio anda menos mas também gasta muito menos (os consumos aferidos foram ótimos); sem ele, divertimo-nos muito mais, mas vamos mais vezes à área de serviço. Traduzindo em números, este Clio de 110 cv precisa de menos 1,2 segundos para alcançar 100 km/h quando o comparamos com o de 90 cv. Também as retomas de velocidade são melhores (gasta menos 2,5 segundos a recuperar de 80 para 120 km/h, em 5ª velocidade) e a diferença de 0,3 l/100 km na média ponderada de consumo é tão irrisória que parece não haver motivo para não se optar pela versão de 110 cv. O único grande entrave pode ser o preço, que valoriza sobretudo o Diesel num segmento onde ainda se anda mais a gasolina.

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